Questionando Deus…

Postado em Sem categoria com as tags , , em 15/12/2009 por monicasouzalima

Sabe aquele dia em que vc tinha certeza que não devia ter saído da cama? Pois bem, esse é o meu dia.

Não existe uma explicação coerente para isso acontecer. Pode ser o jeito que as coisas estão caminhando, ou não estão caminhando, ou então um rompimento, ou até mesmo TPM (o que não é o meu caso hoje), ou então tudo ao mesmo tempo agora. Só sei que eu não estou legal hoje.

Estava até agora pouco tentando entender porque essa dor no peito é tão cruel que me faz chorar e me deixa tão incapaz de agir. Num momento de profundo desespero questionei Deus. “Por que eu tenho que passar por mais coisas? Será que não está bom o quanto tenho sofrido esses anos todos? Quanto mais terei que chorar, por quanto tempo mais vou ter que esperar. O que mais terei que perder?”

É terrível questionar Deus. Principalmente porque Ele não te responde na hora e do jeito que você está acostumado a receber as resposta. E o silêncio é o pior castigo. Eu muitas vezes tenho a impressão que Ele fica me observando quando entro em crise. Observando e analisando cada coisa que penso. Eu nem preciso falar, basta pensar. Sinto que Ele fica ali, do meu lado, vendo minha angústia e não faz nada. E Ele realmente não irá fazer nada. Ele espera que eu aprenda com toda essa dor. Mas, como aprender quando eu mal consigo segurar as lágrimas?

Bom, eu precisava desabafar um pouco escrevendo isso. Vou voltar para os meus questionamentos e tentar questionar menos Deus.

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Mônica

Grupo Théatron: coisa boa!

Postado em Sem categoria com as tags , , , , , , , , em 12/12/2009 por monicasouzalima

Esse ano de 2009 ficará na minha memória não apenas pelas dificuldades. Mas, principalmente, pela minha descoberta e nova paixão: o teatro.

Só quem já esteve em um palco pode imaginar o que é isso. Que adrenalina é essa que corre pelo seu corpo segundos antes de entrar em cena. Que emoção é essa de dar vida a um personagem que tem uma história, um passado, uma personalidade. Que coisa doida é essa de emprestar seu corpo para expressar a emoção que nem sempre é sua… Ahhh… tudo muito intenso, forte, vivo, único… teatro.

O Grupo Théatron é uma brincadeira que pode dar certo. Sem pretenções estamos trilhando nosso caminho. Não sabemos onde iremos parar, e se iremos parar. A única certeza que tenho é que quero fazer isso para o resto da minha vida!

2009 será um divisor de águas: me resumo a antes e depois do teatro. Hoje eu sei o verdadeiro significado da palavra felicidade e ela realmente é feita de momentos… inesquecíveis momentos felizes!

Ao Fernando Rodrigues, meu mestre, diretor, amigo… Quando falei com vc a primeira vez não sabia que dentro daquela pessoa inquieta existia um ser ainda mais inquieto… e como é boa a sua inquietação.

À Milena Roberta, meu anjo da guarda, menina-mulher que enche o ambiente de luz violeta toda vez que chega.

Aos meus companheiros de sonhos do Grupo Théatron… muito obrigada por me devolver a vontade de sonhar!

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Mônica S. Lima

Grupo Théatron

Ho, ho, ho… rs.

Postado em Sem categoria com as tags , , , em 12/12/2009 por monicasouzalima

Um amigo sempre diz: o bom de envelhecer é que ainda estamos vivos! Eu completaria… e atuantes!!!

2009 já vai e não deixa saudades… Aprendi muita coisa, conheci muitas pessoas boas, reconheci outras que achava que conhecia… e que venha 2010!

Estou pronta. Estou viva. Estou atuante.

Feliz Natal! Feliz 2010!

A Igreja do Diabo... prazer em cena.

Grupo Théatron

Cabaret Valmon. Minha estréia... inesquecível!

Cabaré Valmont… minha estréia!!!

Postado em Sem categoria em 14/11/2009 por monicasouzalima

Grupo Theatrón… delícia!!!

Postado em Sem categoria em 14/11/2009 por monicasouzalima

A beleza da simplicidade…

Postado em Sem categoria com as tags em 07/11/2009 por monicasouzalima

Essa música é tão simples, tão singela, que chega ser ingênua… Mas, não se engane com a ingenuidade das borboletas… muito menos das mulheres… rs.

 

 

“Borboletas são tão belas o que seria delas

se não pudessem voar?

O céu e as estrelas não poderiam vê-las passar

Lá fora eu vejo um mundo

e sinto lá no fundo

que aqui não é o meu lugar

Eu sou pequenininha e fico aqui sozinha a sonhar

O meu coração me diz

que um dia ainda vou ser feliz

Voar para bem longe como eu sempre quis

Um dia eu tive a chance de ter ao meu alcance

o que fez transformar

sonho em realidade, escuridão em brilho no olhar

Eu vi que na verdade

a dor um dia pode ter fim

Achei a liberdade, ela tava dentro de mim

O meu coração me diz

agora eu já sou feliz

Voei para bem longe como eu sempre quis”

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Mônica

A pequena lenda da alma gêmea…

Postado em Sem categoria com as tags , , , , , , , em 06/11/2009 por monicasouzalima

Na minha eterna busca pela “alma gêmea”, lancei mão também de buscar uma explicação para algo tão doentio. Por que, diabos, precisamos tanto encontrar essa tal alma gêmea? Parece ser mais forte que nós. Em um momento até pensamos em esquecer tudo isso, essa babozeira toda, damos as costas para esse sentimento. Mas, é mais forte. No segundo seguinte lá estamos nós olhando para os lados, tentando “sentir” a energia de nossa alma que está no outro corpo.

Ai, pensei em jogar no google (santo google!) “alma gêmea”. E, depois de alguns refinamentos na busca, encontrei essa pequena lenda, entre muitas outras, até mesmo mitológicas, envolvendo deuses, trovões, raios. Mas, essa eu achei a mais carinhosa e interessante, já que me chamou a atenção para uma coisa: minha alma gêmea pode estar no corpo de uma mulher! E isso não significa que eu vá me apaixonar por uma mulher!!! Tem coisa que não muda! Fui e continuo sendo hetero ok! Mas, minha alma gêmea pode ser uma amiga, uma pessoa que me queira muito…

Bom, não vou saindo por ai “paquerando” mulheres, por favor! Vou apenas deixar que minha alma vague mais solta, sem impor limites. Um dia, quem sabe, ela encontre a sua alma gêmea ai eu vou ver em que corpo está.

Enquanto isso não acontece, deixo aqui o texto sobre a lenda da alma gêmea.

“Reza a lenda que Deus, em sua infinita bondade e sabedoria, nunca cria uma alma sozinha. Elas vêm sempre em dupla, com a sublime missão de encontrarem e se protegerem mutuamente… Não sendo necessáriamente homem e mulher, elas se parecem muito e se complementam, sendo por isso chamadas de gêmeas…

Nascem sempre em uma mesma dimensão e em uma mesma época, mas as datas muitas vezes não coincidem… alguns anos antes, alguns depois. Mas esse tempo, que às vezes nos parece demasiado, nada representa para a eternidade.

Elas podem também nascer em locais diferentes; outras cidades, regiões, países, continentes… Também essa distância, que pode ser grande excessiva para os padrões humanos, nada representa frente ao universo.

E, independentemente da relação tempo e espaço,  Deus dá a cada alma a oportunidade de encontrar sua gêmea.

Mas se cada pessoa tem uma alma gêmea, porque existem no mundo tantos relacionamentos desencontrados e mal sucedidos…

A resposta é simples! Primeiro, porque as almas gêmeas não precisam, obrigatóriamente, se unir para uma vida comum. Não precisam, obrigatoriamente, ser  marido/mulher. Muitas vezes as almas gêmeas podem se proteger à distância, como grandes amigos, vivendo a essencia do amor, daquele amor que transcedendo os limites físicos.

Porém, na maioria das vezes, as causas são outras; a falta de paciência promove escolhas erradas, o medo da solidão leva a uniões desastrosas, e o comodismo pereniza esses erros.

Assim, uma infinidade de pessoas que poderiam estar vivendo a magia  de um amor compartilhado apenas se suportam. Nunca compreenderão o verdadeiro significado do termo “alma gêmea” estando assim condenados ao fogo da solidão a dois, a três ou a quatro…

E, nesse caso, o que foi feito da alma gêmea que cada um tem? Bem, a exemplo de tudo que navega nas várias dimensões do universo, cada alma tem uma órbita a seguir, a exemplo dos planetas, satélites e outros corpos celestes. Quando existe o encontro, uma das almas muda de órbita, assumindo a rota de seu parceiro, passando a navegar juntos, sempre em grande harmonia.

Mas quando existe o desencontro, cada alma permanece em sua órbita. Afastam-se e recomeçam uma nova viagem, que pode durar dezenas ou centenas de anos, até que novamente, a exemplo dos planetas, passem por um novo período de aproximação e oportunidade de reconhecimento.

E Deus, novamente em sua infinita bondade, possibilita o novo encontro!

A alma gêmea é encontrada a partir de duas capacidades humanas: a sabedoria para reconhecê-la e a coragem para abandonar tudo, jogando-se em um amor que pode, muitas vezes parecer impossível, mas que representa a verdadeira oportunidade de cada ser humano viver sua lenda pessoal… o amor que vem sob medida, que se encaixa e complementa, e que dura eternamente!

Essa é a pequena lenda da alma gêmea. Uma oportunidade de aprendizado a que todos têm direito, mas que poucos conseguem aproveitar. ”

Gostou? Então, compartilhe!

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Mônica

A difícil arte de deixar ir…

Postado em Sem categoria com as tags , , , , em 05/11/2009 por monicasouzalima

Por que será que é tão difícil colocar um ponto final. Seja em uma história, seja em um assunto, seja em uma relação. Esse símbolo, muitas vezes insignificante e despresado por nós, ganha uma dimensão tão absurdamente incômoda que é impossível não pensar nele.

O pior é quando colocamos o ponto final mas insistimos em continuar escrevendo mais uma frase, e outra, e outra… Ai colocamos os três pontinhos… calma ai, tem mais… e ai vai. Que inferno! Isso não acaba nunca!?

Mas o mais difícil dos pontos finais é o do relacionamento. Quando você acha que colocou o ponto “final” mesmo, ai surge uma outra frase, às vezes nem começada por nós. Ai vem uma vígula, dois pontos, ponto e vírgula. Mas, há o momento do ponto final. Quando temos que tomar vergonha na cara e assumir de vez. Acabou!

Principalmente quando você percebe que uma outra história, paralela a sua, começa a ser escrita e com “outros” personagens. Você nem figurante é! Você ficou algumas páginas viradas lá atrás. Que ótimo não?! Então, vamos aproveitar e fechar esse livro. Vamos retomar o controle da nossa história, cheia de gás, de energia, de mágoas… de triteza… de lágrimas… mas, vamos recomeçar.

E nada de “lembrancinhas”. Rasgue fotos (se você é da época das fotos de papel). Apague os arquivos das fotos (você entendeu né?). Sabe aquela caixinha cheia de papel velho, rabiscos, rolha de vinho daquela noite inesquecível… JOGUE TUDO NO LIXO. Aliás, melhor, queime tudo. É um ritual. Apague todas as lembranças físicas. Eu farei isso.

Você vai me perguntar: e as lembranças que estão guardadas na memória? Não dá para apagar! Nossa, que desespero não?! Então, reconheça que elas fazem parte da sua história. Contribuíram para você chegar onde chegou. Construíram, de alguma forma, seu caráter e personalidade. Não podemos, simplesmente, esquecer. Mas também não precisamos nos lembrar mais. Você se lembra o que comeu há um mês? Eu não. E nem por isso não foi importante para a minha sobrevivência. Mas, passou. Ficou lá na memória. E assim farei com minhas lembranças. Passaram… ficaram lá atrás.

Já chorei, já sofri, jurei amor eterno, jurei nunca mais amar… cai e levantei. Agora, chega. E, dessa vez, é para valer.

PONTO FINAL.

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Mônica

Cabaré de Emoções…

Postado em Sem categoria com as tags , , , , , , em 27/10/2009 por monicasouzalima

convite  cabaret 2

Tudo o que tínhamos nas mãos eram algumas imagens, recortes de jornais, revistas e algumas fotos levadas por alguém. E tudo o que trazíamos eram nossos corpos e nossas emoções.

A proposta da oficina “Composição de Partitura Gestual para o Ator” era explorar a expressão, as emoções, os conflitos que trazemos em nosso corpo. Foram 6 encontros de muito aprendizado e suor. Mas, valeu a pena. Ohhh, como valeu!!!

O resultado de todo esse trabalho, muito bem alinhavado pelo Fernando Rodrigues, nosso “cabeça”, foi o “Cabaré Valmont – Um Zoológico de Feras Amestradas”. Não tínhamos a pretensão de que fosse uma peça. Apenas um exercício de fechamento de ciclo, de oficina. Porém, o que vimos foi sim um espetáculo. Eu, na minha “virgindade”  teatral, fiz minha “estréia”. Ah! E que estréia. Nada mais, nada menos que a “dona”, a “cafetina” do cabaré. Que desafio! E que delícia de desafio!

Segundos antes de pisar naquele abençoado palco sentia meu corpo tremer, arrepiar, as pupilas dos meus olhos estavam dilatadas, sentia meu sangue correndo. Adrenalina pura! E dizem que adrenalina vicia, não é. Pois então, viciei! Quero mais!!!

Todos que estavam ali já traziam na bagagem a experiência do palco, das luzes, da arte, do sonho. E, como todo artista é sensibilidade a flor da pele, ali também estavam pessoas competentes, profissionais e humanos. Entenderam e respeitaram minha inexperiência e me deram muita força e carinho.

Sou só sorriso, sou só felicidade, sou só agradecimento. E que venha o próximo desafio, dia 22 de novembro!

Aguardem novas emoções, não no cabaré. Mas, na minha vida!

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Mônica

 

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"Lá fora a vida agonizante continua! Aqui dentro o aconchego predomina... Sensualidade das mulheres seminuas, Enlouquece no vai-e-vem das retinas"

 

 

Memória

Postado em Sem categoria com as tags , , , em 03/10/2009 por monicasouzalima

“Que dor é essa que aperta o peito, sufoca a voz e dói fundo no coração?

Que dor é essa que me deixa apática, fraca diante do dia, imóvel?

O que será isso que me faz derrubar lágrimas tão fácil quanto respirar?

O que será isso que inunda minha alma de medos, dúvidas e solidão?

Solidão essa que sinto mesmo estando em meio a multidões.

Solidão essa que me deixa exatamente como agora… só.


Falem o que quiserem falar mas a dor é minha.

Falem o que quiserem falar mas essa sensação horrível está em mim.

Essa coisa que invade meu corpo e faz tudo doer.

E faz com que meu olhos, que já viram o amor um dia, hoje estão inundados.”


Recolho-me agora nos braços daquela que nunca me abandona e que também não me deixa esquecer que fiz por merecer: minha memória. E é ela que também está sempre me lembrando que preciso perdoar para continuar a viver. Só que não estou sabendo fazer isso. Talvez ainda me falta derrubar algumas lágrimas a mais.

Mônica