A beleza da simplicidade…

Postado em Sem categoria com as tags em 07/11/2009 por monicasouzalima

Essa música é tão simples, tão singela, que chega ser ingênua… Mas, não se engane com a ingenuidade das borboletas… muito menos das mulheres… rs.

 

 

“Borboletas são tão belas o que seria delas

se não pudessem voar?

O céu e as estrelas não poderiam vê-las passar

Lá fora eu vejo um mundo

e sinto lá no fundo

que aqui não é o meu lugar

Eu sou pequenininha e fico aqui sozinha a sonhar

O meu coração me diz

que um dia ainda vou ser feliz

Voar para bem longe como eu sempre quis

Um dia eu tive a chance de ter ao meu alcance

o que fez transformar

sonho em realidade, escuridão em brilho no olhar

Eu vi que na verdade

a dor um dia pode ter fim

Achei a liberdade, ela tava dentro de mim

O meu coração me diz

agora eu já sou feliz

Voei para bem longe como eu sempre quis”

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Mônica

A pequena lenda da alma gêmea…

Postado em Sem categoria com as tags , , , , , , , em 06/11/2009 por monicasouzalima

Na minha eterna busca pela “alma gêmea”, lancei mão também de buscar uma explicação para algo tão doentio. Por que, diabos, precisamos tanto encontrar essa tal alma gêmea? Parece ser mais forte que nós. Em um momento até pensamos em esquecer tudo isso, essa babozeira toda, damos as costas para esse sentimento. Mas, é mais forte. No segundo seguinte lá estamos nós olhando para os lados, tentando “sentir” a energia de nossa alma que está no outro corpo.

Ai, pensei em jogar no google (santo google!) “alma gêmea”. E, depois de alguns refinamentos na busca, encontrei essa pequena lenda, entre muitas outras, até mesmo mitológicas, envolvendo deuses, trovões, raios. Mas, essa eu achei a mais carinhosa e interessante, já que me chamou a atenção para uma coisa: minha alma gêmea pode estar no corpo de uma mulher! E isso não significa que eu vá me apaixonar por uma mulher!!! Tem coisa que não muda! Fui e continuo sendo hetero ok! Mas, minha alma gêmea pode ser uma amiga, uma pessoa que me queira muito…

Bom, não vou saindo por ai “paquerando” mulheres, por favor! Vou apenas deixar que minha alma vague mais solta, sem impor limites. Um dia, quem sabe, ela encontre a sua alma gêmea ai eu vou ver em que corpo está.

Enquanto isso não acontece, deixo aqui o texto sobre a lenda da alma gêmea.

“Reza a lenda que Deus, em sua infinita bondade e sabedoria, nunca cria uma alma sozinha. Elas vêm sempre em dupla, com a sublime missão de encontrarem e se protegerem mutuamente… Não sendo necessáriamente homem e mulher, elas se parecem muito e se complementam, sendo por isso chamadas de gêmeas…

Nascem sempre em uma mesma dimensão e em uma mesma época, mas as datas muitas vezes não coincidem… alguns anos antes, alguns depois. Mas esse tempo, que às vezes nos parece demasiado, nada representa para a eternidade.

Elas podem também nascer em locais diferentes; outras cidades, regiões, países, continentes… Também essa distância, que pode ser grande excessiva para os padrões humanos, nada representa frente ao universo.

E, independentemente da relação tempo e espaço,  Deus dá a cada alma a oportunidade de encontrar sua gêmea.

Mas se cada pessoa tem uma alma gêmea, porque existem no mundo tantos relacionamentos desencontrados e mal sucedidos…

A resposta é simples! Primeiro, porque as almas gêmeas não precisam, obrigatóriamente, se unir para uma vida comum. Não precisam, obrigatoriamente, ser  marido/mulher. Muitas vezes as almas gêmeas podem se proteger à distância, como grandes amigos, vivendo a essencia do amor, daquele amor que transcedendo os limites físicos.

Porém, na maioria das vezes, as causas são outras; a falta de paciência promove escolhas erradas, o medo da solidão leva a uniões desastrosas, e o comodismo pereniza esses erros.

Assim, uma infinidade de pessoas que poderiam estar vivendo a magia  de um amor compartilhado apenas se suportam. Nunca compreenderão o verdadeiro significado do termo “alma gêmea” estando assim condenados ao fogo da solidão a dois, a três ou a quatro…

E, nesse caso, o que foi feito da alma gêmea que cada um tem? Bem, a exemplo de tudo que navega nas várias dimensões do universo, cada alma tem uma órbita a seguir, a exemplo dos planetas, satélites e outros corpos celestes. Quando existe o encontro, uma das almas muda de órbita, assumindo a rota de seu parceiro, passando a navegar juntos, sempre em grande harmonia.

Mas quando existe o desencontro, cada alma permanece em sua órbita. Afastam-se e recomeçam uma nova viagem, que pode durar dezenas ou centenas de anos, até que novamente, a exemplo dos planetas, passem por um novo período de aproximação e oportunidade de reconhecimento.

E Deus, novamente em sua infinita bondade, possibilita o novo encontro!

A alma gêmea é encontrada a partir de duas capacidades humanas: a sabedoria para reconhecê-la e a coragem para abandonar tudo, jogando-se em um amor que pode, muitas vezes parecer impossível, mas que representa a verdadeira oportunidade de cada ser humano viver sua lenda pessoal… o amor que vem sob medida, que se encaixa e complementa, e que dura eternamente!

Essa é a pequena lenda da alma gêmea. Uma oportunidade de aprendizado a que todos têm direito, mas que poucos conseguem aproveitar. ”

Gostou? Então, compartilhe!

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Mônica

A difícil arte de deixar ir…

Postado em Sem categoria com as tags , , , , em 05/11/2009 por monicasouzalima

Por que será que é tão difícil colocar um ponto final. Seja em uma história, seja em um assunto, seja em uma relação. Esse símbolo, muitas vezes insignificante e despresado por nós, ganha uma dimensão tão absurdamente incômoda que é impossível não pensar nele.

O pior é quando colocamos o ponto final mas insistimos em continuar escrevendo mais uma frase, e outra, e outra… Ai colocamos os três pontinhos… calma ai, tem mais… e ai vai. Que inferno! Isso não acaba nunca!?

Mas o mais difícil dos pontos finais é o do relacionamento. Quando você acha que colocou o ponto “final” mesmo, ai surge uma outra frase, às vezes nem começada por nós. Ai vem uma vígula, dois pontos, ponto e vírgula. Mas, há o momento do ponto final. Quando temos que tomar vergonha na cara e assumir de vez. Acabou!

Principalmente quando você percebe que uma outra história, paralela a sua, começa a ser escrita e com “outros” personagens. Você nem figurante é! Você ficou algumas páginas viradas lá atrás. Que ótimo não?! Então, vamos aproveitar e fechar esse livro. Vamos retomar o controle da nossa história, cheia de gás, de energia, de mágoas… de triteza… de lágrimas… mas, vamos recomeçar.

E nada de “lembrancinhas”. Rasgue fotos (se você é da época das fotos de papel). Apague os arquivos das fotos (você entendeu né?). Sabe aquela caixinha cheia de papel velho, rabiscos, rolha de vinho daquela noite inesquecível… JOGUE TUDO NO LIXO. Aliás, melhor, queime tudo. É um ritual. Apague todas as lembranças físicas. Eu farei isso.

Você vai me perguntar: e as lembranças que estão guardadas na memória? Não dá para apagar! Nossa, que desespero não?! Então, reconheça que elas fazem parte da sua história. Contribuíram para você chegar onde chegou. Construíram, de alguma forma, seu caráter e personalidade. Não podemos, simplesmente, esquecer. Mas também não precisamos nos lembrar mais. Você se lembra o que comeu há um mês? Eu não. E nem por isso não foi importante para a minha sobrevivência. Mas, passou. Ficou lá na memória. E assim farei com minhas lembranças. Passaram… ficaram lá atrás.

Já chorei, já sofri, jurei amor eterno, jurei nunca mais amar… cai e levantei. Agora, chega. E, dessa vez, é para valer.

PONTO FINAL.

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Mônica

Cabaré de Emoções…

Postado em Sem categoria com as tags , , , , , , em 27/10/2009 por monicasouzalima

convite  cabaret 2

Tudo o que tínhamos nas mãos eram algumas imagens, recortes de jornais, revistas e algumas fotos levadas por alguém. E tudo o que trazíamos eram nossos corpos e nossas emoções.

A proposta da oficina “Composição de Partitura Gestual para o Ator” era explorar a expressão, as emoções, os conflitos que trazemos em nosso corpo. Foram 6 encontros de muito aprendizado e suor. Mas, valeu a pena. Ohhh, como valeu!!!

O resultado de todo esse trabalho, muito bem alinhavado pelo Fernando Rodrigues, nosso “cabeça”, foi o “Cabaré Valmont – Um Zoológico de Feras Amestradas”. Não tínhamos a pretensão de que fosse uma peça. Apenas um exercício de fechamento de ciclo, de oficina. Porém, o que vimos foi sim um espetáculo. Eu, na minha “virgindade”  teatral, fiz minha “estréia”. Ah! E que estréia. Nada mais, nada menos que a “dona”, a “cafetina” do cabaré. Que desafio! E que delícia de desafio!

Segundos antes de pisar naquele abençoado palco sentia meu corpo tremer, arrepiar, as pupilas dos meus olhos estavam dilatadas, sentia meu sangue correndo. Adrenalina pura! E dizem que adrenalina vicia, não é. Pois então, viciei! Quero mais!!!

Todos que estavam ali já traziam na bagagem a experiência do palco, das luzes, da arte, do sonho. E, como todo artista é sensibilidade a flor da pele, ali também estavam pessoas competentes, profissionais e humanos. Entenderam e respeitaram minha inexperiência e me deram muita força e carinho.

Sou só sorriso, sou só felicidade, sou só agradecimento. E que venha o próximo desafio, dia 22 de novembro!

Aguardem novas emoções, não no cabaré. Mas, na minha vida!

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Mônica

 

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"Lá fora a vida agonizante continua! Aqui dentro o aconchego predomina... Sensualidade das mulheres seminuas, Enlouquece no vai-e-vem das retinas"

 

 

Memória

Postado em Sem categoria com as tags , , , em 03/10/2009 por monicasouzalima

“Que dor é essa que aperta o peito, sufoca a voz e dói fundo no coração?

Que dor é essa que me deixa apática, fraca diante do dia, imóvel?

O que será isso que me faz derrubar lágrimas tão fácil quanto respirar?

O que será isso que inunda minha alma de medos, dúvidas e solidão?

Solidão essa que sinto mesmo estando em meio a multidões.

Solidão essa que me deixa exatamente como agora… só.


Falem o que quiserem falar mas a dor é minha.

Falem o que quiserem falar mas essa sensação horrível está em mim.

Essa coisa que invade meu corpo e faz tudo doer.

E faz com que meu olhos, que já viram o amor um dia, hoje estão inundados.”


Recolho-me agora nos braços daquela que nunca me abandona e que também não me deixa esquecer que fiz por merecer: minha memória. E é ela que também está sempre me lembrando que preciso perdoar para continuar a viver. Só que não estou sabendo fazer isso. Talvez ainda me falta derrubar algumas lágrimas a mais.

Mônica

Para refletir…

Postado em Sem categoria com as tags , , , em 03/10/2009 por monicasouzalima

“Eu imagino Deus como a fonte de toda a energia que criou e mantém o equilíbrio do universo.
Vejo Deus na flor e na abelha que lhe suga o néctar para produzir o mel;
e no pássaro que devora a abelha; e no homem que devora o pássaro…e no verme que devora o homem.
Eu vejo Deus em cada estrela no céu,nas minhas noites nas pousadas, e nos olhos tristes de cada boi, ruminando na envernada…
Só não consigo ver Deus no homem que devora o homem, e por isso acho que ainda tenho muito o que aprender nesses caminhos da vida…”

Será que alguém ainda diz, hoje em dia, “NEOQAV”?

Postado em Sem categoria com as tags , , , , , , em 16/09/2009 por monicasouzalima

Essa é uma história que circula bastante pela internet. Se é verídica ou não, pouco importa. Leia e se emocione.

“Dois velhinhos que já estavam casados há mais de cinqüenta anos e continuavam jogando um jogo que haviam iniciado quando começaram a namorar.

A regra do jogo era que um tinha que escrever a palavra “Neoqeav” num lugar inesperado para o outro encontrar e assim quem a encontrasse deveria escrevê-la em outro lugar e assim sucessivamente. Eles se revezavam deixando “Neoqeav” escrita por toda a casa, e assim que um a encontrava era sua vez de escondê-la em outro local para o outro achar.

Eles escreviam “Neoqeav” com os dedos no açúcar dentro do açucareiro ou no pote de farinha para que o próximo que fosse cozinhar a achasse. Escreviam na janela embaçada pelo sereno que dava para o pátio. “Neoqeav” era escrita no vapor deixado no espelho depois de um banho quente, onde a palavra iria reaparecer depois do próximo banho. Uma vez,ela até desenrolou um rolo inteiro de papel higiênico para deixar “Neoqeav” na última folha e enrolou tudo de novo. Não havia limites para onde “Neoqeav” pudesse surgir.

Pedacinhos de papel com “Neoqeav” rabiscado apareciam grudados no volante do carro que eles dividiam. Os bilhetes eram enfiados dentro dos sapatos e deixados debaixo dos travesseiros. “Neoqeav” era escrita com os dedos na poeira sobre as prateleiras e nas cinzas da lareira. Esta misteriosa palavra tanto fazia parte da casa quanto da mobília.

Levou bastante tempo para se passar a entender e gostar completamente deste jogo que eles jogavam. Conta o neto do casal: Meu ceticismo nunca me deixou acreditar em um único e verdadeiro amor, que possa ser realmente puro e duradouro. Porém, eu nunca duvidei do amor entre meus avós. Este amor era profundo. Era mais do que um jogo de diversão, era um modo de vida. Seu relacionamento era baseado em devoção e uma afeição apaixonada, igual as quais nem todo mundo tem a sorte de experimentar.

O vovô e a vovó ficavam de mãos dadas sempre que podiam. Roubavam beijos um do outro sempre que se batiam um contra outro naquela cozinha tão pequena. Eles conseguiam terminar a frase incompleta do outro e todo dia resolviam juntos as palavras cruzadas do jornal. Minha avó cochichava para mim dizendo o quanto meu avô era bonito, como ele havia se tornado um velho bonito e charmoso. Ela se gabava de dizer que sabia como pegar os namorados mais bonitos. Antes de cada refeição eles davam graças a Deus e bençãos aos presentes por sermos uma família maravilhosa, para continuarmos sempre unidos e com boa sorte. Mas uma nuvem escura surgiu na vida de meus avós: minha avó tinha câncer de mama. A doença tinha primeiro aparecido dez anos antes.

Como sempre, vovô estava com ela a cada momento. Ele a confortava no quarto amarelo deles, que ele havia pintado dessa cor para que ela ficasse sempre rodeada da luz do sol, mesmo quando ela não tivesse forças para sair. O câncer agora estava de novo atacando seu corpo. Com a ajuda de uma bengala e a mão firme do meu avô, eles iam à igreja toda manhã. E minha avó foi ficando cada vez mais fraca, até que, finalmente, ela não mais podia sair de casa. Por algum tempo, meu avô resolveu ir à igreja sozinho, orando a Deus para zelar por sua esposa. Então, o que todos nós temíamos aconteceu. Vovó partiu. “Neoqeav” foi gravada em amarelo nas fitas cor-de-rosa dos buquês de flores do funeral da vovó. Quando os amigos começaram a ir embora, minhas tias, tios, primos e outras pessoas da família se juntaram e ficaram ao redor da vovó pela última vez. Vovô ficou bem junto do caixão da vovó e, num suspiro bem profundo, começou a cantar. Através de suas lágrimas e pesar, a música surgiu como uma canção de ninar que vinha bem de dentro de seu ser.

Me sentindo muito triste, nunca vou me esquecer daquele momento. Porque eu sabia que mesmo sem ainda poder entender completamente a profundeza daquele amor, eu tinha tido o privilégio de testemunhar a beleza sem igual que aquilo representava.

Aposto que a esta altura você deve estar se perguntando: mas o que significa Neoqeav? Não está? NEOQEAV= Nunca Esqueça O Quanto Eu Amo Você.

O amor é mais do que a fé. Maior que a esperança. É o eterno dom de Deus. Que coisa linda, não é amado(a)? Vamos treinar, com nossa família? As pessoas precisam ser valorizadas pelo que elas são, indiferente de idade de situação. Aprenda a dizer eu te amo, mesmo nos momentos de raiva.

Um segredo: pra acabar com uma discussão, no meio de um ataque de ira, diga ao outro, mesmo que seja aos gritos: EU TE AMO!!!”

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Mônica

E agora, como acostumar sem teatro todo dia?

Postado em Sem categoria com as tags , , , , , , , , , , , , em 16/09/2009 por monicasouzalima

No domingo a noite assisti ao último espetáculo da 24ª edição do Festivale. E, que espetáculo! “Primus”, da Boa Companhia, de Campinas, deu um show de expressão corporal, criatividade e talento. Mais um momento que ficou na minha memória, assim como a abertura, com o Grupo Galpão, de Belo Horizonte, apresentando, em primeira mão, seu novo espetáculo: “Till, a saga de um herói torto”. Uma prova de que o tempo só melhora o que já é bom. Com 27 anos de estrada, o grupo nos presenteou com mais um espetáculo de arte e emoção.

Aliás, tive a sorte e o prazer de fazer uma oficina de voz e expressão corporal com um dos atores da companhia de Campinas, Moacir Ferraz. Uma pessoa de um conhecimento ímpar na área a que se propõe estudar (a voz no teatro) e igualmente simpático. Na apresentação da oficina, ele escreveu: “o objetivo da oficina é relembrar que a voz é corpo, que a voz não é produto apenas de cabeça e garganta. Muito além de informar o que o raciocínio pensa, a voz do ator deve dar notícia do que o corpo sente. Que a palavra, além do significado, pode despertar sensações, por meio da ligação profunda entre sua forma sonora e seu conteúdo imagético”. Não preciso dizer mais nada!

Outra experiência gratificante foi assistir à palestra do ator e diretor Cacá Carvalho. Para quem não conhece, basta se lembrar do inesquecível “Jamanta”, personagem de uma dessas novelas globais que não me lembro o nome. Para você ver, o personagem marcou mais que a própria novela.  Mas Cacá Carvalho falou sobre a construção da peça “Os Figurantes”, que apresentou no Festivale. Um espetáculo que dividiu opniões, até mesmo pela sua complexidade. Aliás, complexidade foi algo visto algumas vezes nos palcos de São José dos Campos. Seja em “Os Figurantes”, seja no inigmático “Por que a menina cozinha na polenta”, apresentado pela Cia. Mungunzá de Teatro, de São Paulo. Mas, ambos, dentro de suas propostas, inesquecíveis e provocadores.

Como faço a oficina de teatro da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, a realizadora do festival, pude participar voluntariamente dos bastidores e acompanhar de perto muita coisa. Fui “anjo” dos grupos que apresentaram as peças infantis. Minha função era dar apoio aos grupos, no que precisassem para a preparação dos espetáculos. Conheci muita gente legal, pessoas que vivem do teatro, adoram o que fazem e fazem com competência. Vi o quanto é importante a iluminação e, que trabalho que dá isso!!! Como disse o Fernando, meu professor da oficina, a iluminação é responsável por 70% do sucesso do espetáculo. E pude ver isso na prática. Fiquei ainda mais interessada na produção.

Uma outra vantagem de estar ali, assistindo tudo de perto, foi conhecer pessoas como os debatedores e críticos do festival. Cada um com suas qualidades, conhecimentos, experiências e comunicação (ou falta dela). Alexandre Mate, um dos críticos, me impressionou com suas colocações sempre enfáticas. Muitas vezes, em uma só frase, ele dava o recado e muito bem dado. Heitor Saraiva, sempre “viajando” na emoção e deixando a técnica mais para Thais e José Facury (esses três eram os debatedores). Ao fim de cada apresentação (menos das peças convidadas), era realizado um debate onde os atores e diretores podiam comentar suas propostas, metodologias, enfim, o trabalho que deu para se chegar ao espetáculo que assistimos. Em seguida, Heitor, Thais e Facury faziam suas considerações. Muitas vezes não concordava com o que era dito… mas, isso era se tornava segundário perto do que se aprendia ali.

Foram 11 dias de muito trabalho para a equipe organizadora, debatedores, críticos, atores, atrizes, técnicos, anjos… rs. Mas, foram 11 dias de muita cultura, beleza, arte, emoção, espetáculos. Fora as peças apresentadas em palcos como do Teatro Municipal, Cine Santana e CET, tivemos também os teatros de rua, as oficinas, as lições que levaremos. Pena que acabou. E agora? Eu já tinha me acostumado a ir ao teatro a noite, não importando a peça, pois sabia que iria me surpreender. E agora? São 20h30, horário que geralmente começavam as peças da noite e estou em casa, assistindo Jonal Nacional. É, vai ser muito chato voltar à realidade.

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Mônica

Festivale. Vale a pena conferir.

Postado em Sem categoria com as tags , , , , , em 01/09/2009 por monicasouzalima

Tenho certeza que muita gente, quando lê meus textos sobre teatro e minha paixão por essa arte, jamais imaginava que eu fosse tão ligada a esse assunto. E não é de se estranhar. Há muitos mistérios entre o céu e o meu coração do que pode sonhar essas pobres cabecinhas.

Por muitos anos eu cultivei essa paixão de forma bem tímida, quietinha, mas com esperança, muita esperança. Por vários motivos, não assisto tantas peças quanto eu gostaria mas em todas que assisto eu “bebo” cada movimento, cada expressão, cada cena.

Minha primeira experiência, bem pequenina, foi na época da faculdade. Foi pouco tempo mas o suficiente para me encantar. A vida, no entanto, cheia de graça, quiz me testar… Com muito capricho me levou para bem longe dos palcos mas, mesmo assim, não conseguiu matar minha paixão pelo teatro. Mais de 10 anos depois, em casa, passando por momentos complicados e sem o menor interesse por tudo o que passava ao meu redor, lembrei de algo, lá no passado, que me dava uma imensa alegria. Sentei diante do micro e, como se diz hoje, “joguei no google” CURSO DE TEATRO. Fui refinando minha pesquisa até chegar às oficinas da Fundação Cultural de São José dos Campos. Fiz minha inscrição e, como o critério para conseguir a vaga era sorteio, não acreditei muito que teria essa sorte.

Passaram-se alguns meses e no dia que saiu o resultado, sem acreditar muito, fui checar se meu nome estava entre os felizardos. Bingo! Estava lá. Confesso que não sabia o que pensar na hora. Só me lembro de ser invadida por uma sensação muito boa, uma felicidade que não sentia há muito tempo, há anos.

Hoje já conclui o primeiro módulo, estou cada dia mais apaixonada e seguindo para uma nova experiência. No fim do ano nosso exercício de fechamento do módulo será a “apresentação de uma peça”. Será um momento muito, muito especial e que vou tirar toda experiência que puder.  Assim como vou buscar participar ao máximo do 24º Festivale, que acontecerá aqui em São José dos Campos e é considerado um dos maiores festivais de teatro do Brasil. Mais de 50 peças, além de debates, oficinas e a palestra com Cacá Carvalho, um dos grandes atores teatrais que temos.

Alegrias, tristezas, medos, euforia, esperança, sonhos… São sentimentos que inundam meu coração toda vez que penso “como seria bom se eu vivesse disso”. Bom, quem sabe… Há um ano eu nem sonhava em estar tão perto do teatro como estou hoje. Amanhã, quem sabe, estarei vivendo dele.

Quem quiser ter mais informações sobre o Festivale, acesse o site www.fccr.org.br/festivale

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Mônica

Nós do Grupo Theatron. Pessoas com objetivos diferentes mas com a mesma paixão pelo teatro.

Nós do Grupo Theatron. Pessoas com objetivos diferentes mas com a mesma paixão pelo teatro.

Desejos…

Postado em Sem categoria com as tags , , , em 22/08/2009 por monicasouzalima

Hoje foi um daqueles dias bemmm complicados, onde um monte de perguntas ficam bombardeando a nossa mente sem dar o menor espaço para colocar ordem no raciocínio.

Há uma mistura de dúvidas, de angústias, de medos, de desejos… Estou numa fase que, quando uma grande amiga estava, eu achava exagero, mas hoje vejo que é pura realidade. Como ela mesma me disse, é o “chamado”… rs.

Mas, enquanto eu não posso atender a esse “chamado”, vou tentando por ordem nas idéias. Mas está muito difícil.

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Mônica