A hora de virar o jogo.
Estou há 3 dias em Santa Bárbara do Oeste, interior de São Paulo, perto de Americana, Campinas. Aqui moram meus tios Cido e Ireny e minha prima Suelen, que costumo dizer que é minha versão loira e alta. E aqui vou permanecer por algum tempo.
A acolhida não podia ter sido melhor. São pessoas que não consigo encontrar adjetivos para classificá-los. Maravilhosos, para eles, é pouco. Estou em casa. Até um quarto eu tenho (que xiqui… rs). Essa é uma nova fase da minha vida que inauguro amanhã, dia 18 de janeiro de 2010. O dia que virei o jogo.
Até meados de dezembro, minha expectativa não ia além do dia. Eu não tinha muitas expectativas. Olhava para um futuro incerto, sem planos, sem horizontes. O desemprego é o pior castigo para o ser humano. Ainda mais para alguém como eu, acostumada à agitação da profissão, aos desafios que me lançavam e que eu tinha prazer em superá-los. De repente me vi sem desafios, sem objetivos, sem motivos.
Mas, apesar de tudo isso, sempre tive pessoas ao meu lado que me ajudavam a ficar de pé. Mas, não pense que essas pessoas são as mesmas que frequentavam minha casa, usavam minha churrasqueira, minha geladeira, meu fogão, minha rede… e ainda deixavam a bagunça para trás. Nâo. Desses “amigos” não tenho mais notícias. Bom assim. E olha que minha casa vivia lotada. Festa de aniversário, seja de quem fosse, era lá em casa. Claro! Espaço, liberdade, e ainda de graça. Ai acabou a boiada. A fonte secou. Mudei para um apartamento e deixei para trás a churrasqueira e os “amigos”.
É exatamente como todo mundo diz. É na crise que reconhecemos os verdadeiros amigos. E os verdadeiros amigos sempre estiveram comigo. É a minha família, meus pais, meu irmão, meus primos, tios e alguns poucos que não me abandonaram. Mesmo quando eu não dava tanta atenção porque estava mais ocupada com os “amigos”, eles sempre estiveram por perto. Tentando até mesmo abrir meus olhos. Mas, a gente só aprende quando quebra a cara.
Hoje eu sei exatamente quem é quem. Dou muito mais valor à minha família. Aprendi que meu pai tem muito a me ensinar e ouví-lo é encurtar caminhos. Se eu tivesse ouvido ele antes… Mas, tudo tem seu motivo e nada é por acaso. Eu tinha que passar por tudo isso que ainda passo para dar valor às conquistas.
Sei que só agora estou pronta para recomeçar. Hoje eu olho para frente e já consigo traçar planos. Quem me conhece, familiares e os poucos e bons amigos que ficaram, se espantam quando falo em casar, ter filhos. E não vai demorar muito não, podem esperar. Em breve teremos boas notícias. Sinto que as coisas estão tomando o rumo que eu sempre quis. Logo estarei me mudando para Campinas, cidade que sempre gostei e lá irei construir meu futuro, ao lado do meu marido, filhos e ChiCão.
É hora de virar o jogo e vencer. Vencer pelo trabalho, suor, lágrimas e colher os frutos doces da vitória. E não vou rir doque passou pois tenho hoje muito respeito por cada lágrima que derramei dentro do meu apartamento, sozinha com o ChiCão. Essa fase deixou marcas profundas mas também lições para a vida toda.
Amanhã é o dia D.
[ ]s
Mônica

20/01/2010 às 3:24 PM
verdade e nesta hora que nós podemos enchegar quem e amigo, mais pode acreditar deus esta sempre com a gente quando nos precisamos abraços e boa sorte bjs…